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Agricultura de precisão
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Design de produto para um sistema de agricultura de precisão que reduz em até 95% o uso de herbicidas

O agronegócio brasileiro opera com um paradoxo: é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas ainda trata o campo como superfície uniforme. A pulverização de herbicidas segue lógica de cobertura total, ou seja, aplica-se em toda a área, independente da necessidade.

Com insumos cada vez mais caros e pressão crescente por sustentabilidade nas cadeias produtivas, esse modelo passou a gerar impasses operacionais e ambientais. O problema não era de escala, e sim de inteligência.

 

 

Em parceria com a Agrio, a Questtonó desenvolveu Trakia: um sistema embarcado capaz de identificar plantas daninhas em tempo real e acionar a aplicação de herbicida apenas onde necessário.

O desafio era duplo: criar um design de produto robusto o suficiente para operar em ambientes extremos e coerente o suficiente para comunicar, de imediato, que aquilo era diferente de tudo que existia no mercado.

 

 

A oportunidade estava em inverter a lógica: em vez de cobrir tudo, ler o campo ponto a ponto e agir só onde necessário. Isso exigia tecnologia embarcada, processamento em tempo real e um sistema capaz de aprender com diferentes contextos agrícolas.

Mas exigia também que o produto comunicasse essa lógica, para o operador no campo e para o mercado, que precisava entender o que estava comprando.

 

O equipamento foi projetado para o campo real. A estrutura híbrida em alumínio e termoplásticos resultou em um equipamento nacional mais leve que os concorrentes diretos, sem abrir mão de robustez para uso contínuo.

Sensores distribuídos a cada dois metros ao longo da barra controlam bicos de forma independente. Câmeras e laser integrados alimentam o processamento em tempo real. Cada decisão de aplicação acontece em frações de segundo — e cada ciclo melhora o seguinte via aprendizado contínuo.

O design precisava tornar essa arquitetura técnica legível: para quem opera, para quem compra, para quem investe.

 

O nome e a identidade visual do Trakia foram desenvolvidos pela Colírio Design — estúdio de branding do ecossistema QNCO. O nome precisava soar técnico sem ser frio, nacional sem ser genérico, inovador sem ser inacessível ao produtor rural.

A identidade foi construída para operar em dois registros: o campo e o mercado. No campo, confiabilidade e precisão. No mercado, tecnologia de ponta — não mais um implemento agrícola. Um sistema coerente com a proposta do produto: direto, sem ornamento, construído para escalar.

 

 

  • 95% de redução no uso de herbicidas
  • 3× maior cobertura com o mesmo volume aplicado

 

A redução de 95% não é promessa ambiental, é consequência direta de uma lógica operacional melhor. A cobertura 3× maior com o mesmo volume transforma a equação econômica do produtor.

Mais do que um equipamento, o Trakia introduz uma nova camada de inteligência no campo: o dado como insumo, a decisão como processo, a precisão como vantagem competitiva.

 

Empresas que tratam dados como insumo estratégico começam a operar em outro nível. O agronegócio não é exceção.